Em Praga, a cidade dos deuses invisíveis, Habitantes do Paraíso Terrestre, talvez como Kafka e Milena, livres e seguros cidadãos do céu.
Alquimias. Golem e Fausto.
Na elevação ao fundo, o Castelo, límpido, claro, leve, ascendente. O vazio aparente da névoa já desaparecida. O toque do sino, um toque alado e alegre.
Corvos enormes e gordos, saltitando num pequeno largo,
Jesus Menino traquina num barco brincando com as cinco estrelas de Nepomuk.
Mágica Lanterna. Václav Hável esboçando peças de esperança em verde Veludo de Primaveras, Einstein debitando a fórmula, poetas burilando versos, Mucha absorto pintando Sara Bernard, Mozart compondo para Josefina, compondo sempre.
"A Europa é feita de cafetarias, de cafés ... Desenhe-se o mapa das cafetarias e obter-se-á um dos marcadores essenciais da ideia de Europa"
[G. Steiner, "A Ideia de Europa", Gradiva, 2005]