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quarta-feira, 21 de março de 2012

TONINO GUERRA

"Criar um relógio de sol, salvar uma casa da ruína, plantar uma figueira, são poemas em pé".

Tonino Guerra (Santarcangelo di Romagna, 16 de Março de 1920 - Santarcangelo di Romagna, 21 de Março de 2012)


"Comecei a escrever no campo de concentração. Fiz isto para acompanhar os meus companheiros de prisão"

domingo, 18 de dezembro de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Há quem julgue que nos venceu

(O sonho é a nossa arma)

Há quem julgue que nos venceu
só porque estamos para aqui, famintos e nus,
de novo sem terra nem céu.
a apanhar do chão, às escondidas do luar,
os frutos podres caídos dos ramos.

Mas não.

Temos ainda uma arma de luz
para lutar;
SONHAMOS.

…enquanto os outros, os traidores,
sem lutas nem cicatrizes
entregam a terra ao rasto dos gamos
e douram os olhos dos velhos senhores
com voos de perdizes...

Sim. sonhamos.
E o sonho quem o derrota?
- mesmo quando vamos
perdidos na rota
de um barco sem remos
na tempestade de um vulcão.

Sim, camaradas, sonhamos.

SONHEMOS!

O Sonho é também acção.

(José Gomes Ferreira)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é? Pode um professor ser tudo? Um ser que instrui, cuida, socializa, e estimula? Que guarda e toma conta? Que é amigo, irmão, pai e mãe? Psicólogo, sociólogo, assistente social? Pode alguém ser quem não é?
Evidentemente que não. O professor não pode ser tudo o que se lhe está a exigir. Porque não sabe. Porque não pode. Porque neste excesso impossível de ser, corre o risco de não ser o essencial: ser professor.
E ser professor é ensinar, isto é, instruir, socializar e estimular. Ou, para sermos mais precisos e explícitos, fazer aprender os alunos. Diagnosticando as inteligências, os talentos e as vontades. Percebendo as resistências e os entraves às aprendizagens. E ensaiando as chaves capazes de abrir as portas da vontade, condição primeira do sucesso. Porque o verbo aprender não suporta o imperativo, o professor tem de se concentrar nessa tarefa essencial de despertar a sede de aprender. E quando o consegue, grande parte da sua missão de ensinar está cumprida.
E é também por isto, por esta muita difícil exigência, que o professor se tem de concentrar no que é: esse ser atento e frágil que muda o destino dos outros através do conhecimento e da exigência.
José Matias Alves

http://correiodaeducacao.asa.pt/157941.html

sábado, 13 de novembro de 2010

Aung San Suu Kyi

Foi hoje libertada a líder oposicionista birmanesa, Nobel da Paz em 1991.
Passou em prisão 13 anos dos últimos 19 anos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Paráfrase


Este poema começa por te comparar
com as constelações,
com os seus nomes mágicos
e desenhos precisos,
e depois
um jogo de palavras indica
que sem ti a astronomia
é uma ciência infeliz.
Em seguida, duas metáforas
introduzem o tema da luz
e dos contrastes
petrarquistas que existem
na mulher amada,
no refúgio triste da imaginação.

A segunda estrofe sugere
que a diversidade de seres vivos
prova a existência de Deus
e a tua, ao mesmo tempo
que toma um por um
os atributos
que participam da tua natureza
e do espaço criador
do teu silêncio.

Uma hipérbole, finalmente,
diz que me fazes muita falta


Pedro Mexia

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eugénio Lisboa, escritor e ensaísta, faz hoje 80 anos. Isso tem uma vantagem, diz ele: depois dos 80 morre menos gente. Parabéns, Eugénio!

(Eduardo Pitta)

Se há ensaísta que faça jus à asserção de Barthes acerca do «prazer da escrita», ele é seguramente o Eugénio.
No ano em que completa 80 anos, com uma agilidade hermenêutica incólume e perfil imune a lobbies, Eugénio Lisboa, (...) não pára de nos surpreender.


Perfil aqui
http://daliteratura.blogspot.com/2010/05/perfil-de-um-amigo.html

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Morangadas - ou "a minha ética é diferente da tua"...

"Sabes o que acontece com as palavras? É que não são actos!"
(Um destes dias, em "Morangos com Açúcar")

domingo, 21 de março de 2010

O Escritor

O escritor
(a David Mourão-Ferreira e Urbano Tavares Rodrigues)


Os livros acendem-se
devagar
nas suas mãos

são a memória
de madeira fermentada
sob a chuva

se a escrita
não é mais
que dor dolorosa

sombra estreme

haste arrefecida

ou eco longínquo
de desencontros

espada e gume
de todas as utopias

O escritor
esconde-se nos dédalos
da sua escrita

retoma velhas palavras
para dizer que sim
para dizer que não

O escritor
escreve paciente
e aguarda
que a terra
lhe seja o último grito

a última dor



Luís Serrano, in "Nas Colinas do Esquecimento" (2004)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

"No puedo crecer por ti "


Publicado por Miguel Ángel Santos Guerra | 9 de Janeiro, 2010

http://blogs.laopiniondemalaga.es/eladarve/

Semana da Leitura