terça-feira, 2 de junho de 2009

MAR



«Um porto é como uma seara plantada de mastros,
uma azáfama de gritos
/…/
O ofício das vagas, a minúcia das velas
– outro destino não queria:
empunhei o leme, recolho a âncora, bebo, escrevo
– /…/
ainda que o digas não partirei
– conheço a nostalgia que vive para sempre
no coração da infância e dos barcos.».



(José Agostinho Baptista, "Pontos Luminosos" – Açores e Madeira – Antologia de Poesia do Século XX – Vários Autores, Editorial campo das letras, Porto, Abril 2006)

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