terça-feira, 6 de janeiro de 2009

OLHAR

Olhei quase sempre para o chão.
E aquela estrela que parava no sul, descia de
repente e caía aos nossos pés.
Recolhi-a,
ano após ano,
e com o resto da sua luz quis iluminar o
teu caminho.
Mas tu não viste as suas lágrimas que eram
as minhas,
apagando a última luz, sobre o chão.


José Agostinho Baptista ( 1948v - "Biografia")

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