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sábado, 17 de dezembro de 2011

Mar Azul com Cesaria Evora

Oh mar, detá quitinho bô dixam bai
Bô dixam bai spiá nha terra
Bô dixam bai salvá nha Mâe
Oh mar, oh mar

Detá quitinho bô dixam bai
Bô dixam bai spiá nha terra
Bô dixam bai salvá nha Mâe
Oh mar, oh mar

Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu

Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu

Oh mar, anô passá tempo corrê
Sol raiá, lua sai
A mi ausente na terra longe
Oh mar, oh mar

Oh mar, anô passá tempo corrê
Sol raiá, lua sai
A mi ausente na terra longe
Oh mar, oh mar

Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu

Mar azul, subi mansinho
Lua cheia lumiam caminho
Pam ba nha terra di meu
São Vicente pequinino, pam bà braçá nha cretcheu


http://letras.terra.com.br/cesaria-evora/343743/

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Só porque sim, apenas porque me apeteceu...


O município do Andulo, no Bié, vai passar a ter uma mini-hídrica para a produção de energia eléctrica na região, nos próximos dois anos, revelou a coordenadora adjunta da Agência de Cooperação Internacional Japonesa (JICA), Yocko Matsuzaki.
O projecto, que será financiado pelo Governo do Japão, através da JICA, foi apresentado às autoridades municipais do Andulo na semana passada, pela equipa de estudo para a montagem da mini-hídrica sobre o rio Cutato, na região do Muenga, por técnicos do Ministério de Energia e Águas e da referida agência.

A administradora municipal, Maria Lúcia Chicapa, disse que o projecto vai acrescentar outro valor ao desenvolvimento do município e destacou as capacidades hidrográficas do Andulo.
Os consultores do Governo japonês terminaram o estudo de viabilidade, que teve a duração de um ano, para a construção da barragem, revelou a responsável.
O projecto teve início no ano passado e vai abranger igualmente a província do Huambo, tendo sido feito um levantamento em cinco localidades das duas províncias, e os rios Cunene, Põe e Cuima, no Huambo, e Luvulo e Cutato, no município do Andulo, vão assegurar o programa. Yoko Matsuzaki sublinhou que o relatório final será entregue ao Ministério de Energia e Águas, no próximo mês de Março, para o Executivo o analisar e permitir a execução do projecto em dois anos.
A mini-hídrica sobre o curso do rio Cutato, onde serão instaladas duas turbinas que irão produzir três megawatts no período chuvoso e 1,5 no período seco. O projecto está avaliado em 50 milhões de dólares.
O município do Andulo tem uma rede hidrográfica bastante rica, que oferece condições propícias para o regadio e hidroeléctrica, com destaque para os rios Kune, Kunhinga, Kwanza, Membia e Cutato.

José Chaves/Jornal de Angola

terça-feira, 5 de outubro de 2010

VIAGEM: BRETAGNE et ses LÉGENDES

La Bretagne est aussi bien une terre d'histoires qu'une terre de légendes... Chaque île, chaque province, chaque évéché a sa légende. Autrefois lues lors des veillées aujourd'hui racontées et lues aux enfants, elles sont transmises de génération en génération de manière intacte. Tellement ancrées dans la culture bretonne, qu'on se demande si elles n'ont pas vraiment existées...

La Porella, légende de Gwill et isselbert de Brehat, Bellah contre la Gwarch' des Glénans, les pêcheurs de Concarneau, légende des neuf pretresses, Légende de Houat, Pol & le Dragon de l'ile de Batz, légende de l'Ankou, légende de Marie Morgane, le cheval enchanté, les fées de la Côte d'Emeraude, Tristan et Yseult, les Menhirs de Carnac, les chevaliers de la Table Ronde, les korrigans et les Druides...


http://www.gites-de-france-bretagne.com/culture-bretonne.aspx

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril - há 36 anos!

"Fomos nós que envelhecemos
ou foi a alegria que se exilou do nosso olhar?"

(José Jorge Letria)

segunda-feira, 8 de março de 2010

RIOS


Poema em Forma de Delta

Há rios
que são navegáveis
e navegam. É desses que eu gosto.


Jorge de Sousa Braga - "Plano para Salvar Veneza",1981

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

se alguém disser


se alguém disser que morri, avança até à varanda do céu,
escuta a noite e recolhe o meu corpo da espuma dos planetas.
não deixes que o meu rosto se dissolva nas tuas mãos,
insiste no meu nome até que o mar ascenda à tua boca.
e de luar em luar celebra o coração que fiz teu, mudamente,
como se o amor fosse sobreviver às veia paradas de sangue.


Vasco Gato

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ROSAS AZUIS PARA CECÍLIA SACRAMENTO (1918-2005)




«Mas não era tempo de Primavera a compor os ramos no azul. Era quase o Outono, a levar o que havia sido verde.»
(C. S., "Cidade Azul")


Serão azuis todas as rosas que levarei a Cecília Sacramento.

Sulcadas de luz e placidez. De pétalas delicadas, mansas e macias, a lembrar a doçura do seu olhar encharcado de timidez e afecto; a lembrar o seu sorriso, o seu rosto, os seus gestos e os seus passos…
Só assim se tinge de tons menos tristes o véu cinza de melancolia e de saudade que nos ensombrou por estes dias de Setembro, quando entrava o Outono, compondo os ramos de fim de Verão, e a noite chegou mais cedo, como solitária viúva que se recolhe, soluçando baixinho, antes do sol poente.
Vida vertical e inteira, alma nobre e digna, suave memória, guardada
No vaivém das conchas,
Nas volutas dos búzios,
Nos ecos das ondas,
Nos tons e nas maresias da beira-ria…
Na “Cidade Azul”,
“Por Terra Batida”, “No Rasto dos Dias”, “Nos Tempos do Tempo”,
“Palavras de Luz” iluminando o mundo…

Azuis serão sempre as rosas de luz de Cecília Sacramento – estrelas cadentes em arco perfeito unindo a terra ao céu…


Aveiro, 26 de Setembro de 2005
Maria Alice L. de Pinho e Silva

terça-feira, 23 de junho de 2009

«É a paisagem mais maravilhosa que vi na minha vida»

«Piso às quatro e meia a terra grega. Entrada maravilhosa à saída de Patras. Vamos rente ao mar entre oliveiras e ciprestes e montanhas azuladas. Calor leve, ar perfumado. As montanhas ligam a terra ao Olimpo. Paramos e vou molhar os pés, as mãos, os braços e a cara no mar. A água é maravilhosa, transparente e fresca. Bebo-a. É muito salgada. É a paisagem mais maravilhosa que vi na minha vida.»

Diário de viagem de Sophia de Mello Breyner Andresen, 11 de Setembro de 1963.



http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=/main2.asp%3Fdt%3D20090621%26page%3D4%26c%3DC

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carlos Candal (1938-2009)

Vozes na sala, 2º andar da ESJE, muitos alunos e professores à espera; está prestes a começar uma palestra sobre a Comunidade Europeia.
- Olha, o Carlos Manuel chegou!
- Não se vê...
- Mas é ele, de certeza, já cá está dentro da escola!
- Como sabe, Isabel?
- Então... Sinto o cheiro do seu charuto!
Com efeito, 5 minutos depois, talvez o tempo que se demora a subir da portaria até à sala de AV, Carlos Candal aparecia, com a sua bonomia e o seu carismático charuto na boca, já apagado.

Estávamos em 1995, o ano em que C. C., sempre frontal, protagonizou um dos episódios mais polémicos da política nacional ao divulgar o seu “Manifesto Anti-Portas em Português Suave”, um libelo sarcástico e corrosivo q.b.

Resta dizer que a nossa dilecta colega Isabel era a Isabel Candal, esposa de Carlos Candal. Um abraço caloroso para ela. Quantas saudades!

domingo, 17 de maio de 2009

A dança do tempo, o ciclo das estações.

Sábado foi dia de ir às cerejas.
Gestos remotos de Maio anualmente repetidos em renovada e perpétua tarefa - como quem colecciona finais de frases para as retomar mais tarde. Imagens em trânsito que regressam incessantes, reiteradamente. Fragmentos de pessoas, rostos, silhuetas. Chegam dos lugares da escola, do liceu, da juventude, de mais longe ainda, da infância… Rastos de outrora no limiar de metamorfoses por vir. Trajectórias de vagabundagens e aventuras no tempo em que colhíamos outros frutos …
Por isso, sábado foi dia de ir às cerejas - como quem trepa a uma pitangueira e colhe maboques com aroma de goiabas e sabor a loengos…


m.a.- 22/Maio/06 - 16/Maio/2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

(…) o abacateiro estremeceu como se fosse a última vez que eu ia olhar para ele e pensar que ele se mexia para me dizer certos segredos, não sei o que o abacateiro me disse, não soube mais entender e pode ter sido nesse momento que no corpo de criança um adulto começou a querer aparecer, não sei, há coisas que é preciso ir perguntar aos galhos de um abacateiro velho (…);

(…) na minha cabeça eu sempre escondia este pensamento: as despedidas têm cheiro. E não é cheiro bom tipo chá-de-caxinde, ou as plantas a darem ares duma primeira respiração na frescura da manhã, entre silêncios e cacimbos molhados. Não. Despedida tem cheiro de amizade cinzenta. Nem sei bem o que isso é, nem quero saber, não gosto mesmo de despedidas.



"Os da Minha Rua" - Ondjaki(pseudónimo literário do angolano Ndalu de Almeida)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Maio, maduro maio




Maio, maduro maio




Maio, maduro maio quem te pintou

quem te quebrou o encanto nunca te amou

Raiava o Sol já no sul

e uma falua vinha lá de Istambul


Sempre depois da sesta chamando as flores

era o dia da festa Maio de amores

era o dia de cantar

e uma falua andava ao longe a varar


Maio com meu amigo quem dera já

sempre depois do trigo secantará

qu'importa a fúria do mar

que a voz não te esmoreça vamos lutar


Numa rua comprida el - rei pastor

vende o soro da vida que mata a dor

venham ver, Maio nasceu

que a voz não te esmoreça a turba rompeu



letra e música de Zeca Afonso

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Avó LALA (Meimoa, 1931-22/4/2009)


Alguém tem de aparecer naquela curva
mesmo que se não saiba o que é depois
se estrada larga ou morte ou água turva
se solidão ou um a ser já dois.

A vida toda em sonho e esperar sempre
naquela curva não importa quem
alguém que diga o quê e saia ou entre
ainda que depois não mais ninguém.

Alguém há-de aparecer alguém que aponte
quem sabe se um aquém ou se um além
que nada mais senão o horizonte
daquela curva onde se espera alguém.


(Manuel Alegre- Lisboa, 19/6/2006) in "Doze Naus")

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Olhem só o que eu encontrei!... E não é mentira!

Paisagem (I)

Nas difusas lembranças em que descansamos os olhos,
perduram exactas paisagens que dão sentido à vida:

Anduvas a debicar pitangas por entre rumorosas ramagens;
verdes goiabas amadurecendo gostosos odores no calor do planalto;
morros de salalés esvoaçantes em pleno sol;
troncos de árvores de golas brancas espreitando cacimbos.

E um rio... um rio caudaloso e cantante a escoar sonhos...

Lá, onde se aquieta o inquieto coração...


(marialice - 30/4/06)

Semana da Leitura