sábado, 19 de maio de 2012

canastrões - uma história de atores, de teatro, de vida, de comoções

Ontem em Estarreja canastrões - uma história de atores Nestas últimas semanas, no âmbito do centenário do nascimento do patriarca da família – Paulo Gracindo –, o seu filho e ator brasileiro Gracindo Jr., acompanhado pelos filhos Pedro e Gabriel, têm percorridos os palcos nacionais com um espetáculo delicioso. Este prodigioso lugar teatral, construído em residência artística no Centro de Criatividade – Póvoa de Lanhoso, tem dramaturgia de Moncho Rodriguez. Se o palco, na sua múltipla vida, nos narra uma produção superior, o texto expõe-se como um lugar poético ímpar. O cruzamento de territórios miscíveis entre os planos real e ficcional, na manifestação de um palco plural e único na interpretação individual que cabe a cada poeta, é um dos pilares do texto dramático de Moncho Rodriguez. Percorremos versos intemporais que máscaras da história do teatro nos disseram, versos onde nos construímos, nos confrontamos, e neles somos sonhando: ‘somos contos contando contos’; ‘acontecemos como se nos sonhássemos a nós mesmos.’ Um texto enviado, acontecido [acontecendo], perante o inevitável: sermos o verso de tempo que escrevemos no fazer da soma de nossas máscaras. Uma viagem imperdível, transfiguratória, um percorrer o avesso do teatro que é o avesso do mundo criado pelo avesso do que os nossos canastros guardam em segredo, e nisto também o seu contrário. Um oceano a navegar sob velas de imaginário, de memórias, de reflexos, onde cada um dos poetas se cruza em si diante da[s] sua[s] condição[condições] de pensador, de curioso que se pergunta no universo, que é espaço cénico de sua existência, sobre quem é e para que é. Que felicidade ter vivido, porque também pedaço desse teatro do mundo exposto em palco, na belíssima sala do Teatro Cinema de Fafe, este momento admirável do fazer teatro que foi o espetáculo: ‘Canastrões’. http://aidadedosilencio.blogspot.pt/2012/05/canastroes-uma-historia-de-atores.html

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